Fonte: UN News |

Ciclone Gezani deixa de ser ameaça após matar quatro pessoas em Moçambique

Rastro do temporal provocou seis mortes no fim de semana; cinco vítimas ficaram feridas e 306 foram obrigadas a se deslocar; época chuvosa iniciada em outubro já matou 215 pessoas e causou mais de 856 mil afetados em todo o país

NOVA IORQUE, Estados Unidos da América, 16 de fevereiro 2026/APO Group/ --

Moçambique espera que as próximas 24 horas sejam marcadas por fortes chuvas e tempestades após a passagem do ciclone Gezani. O temporal que assolou terras moçambicanas durante o fim de semana retorna para as águas de Madagáscar onde se formou.

No sábado, a tempestade deixou rastro a 15 km na costa moçambicana, área de Inhambane. Da área localizada no sul se desloca em direção para o oceano em direção à costa oeste de Madagáscar.

Ciclone Gezani em Moçambique

O centro da tempestade estava no oceano, como ciclone tropical de categoria 1, nesta segunda-feira, pelas 6 horas locais. Os ventos eram de aproximadamente 270 km e seguiam em direção a oeste para a região malgaxe de Atsimo-Andrefana.

Até esta segunda-feira, os efeitos associados ao ciclone Gezani em Moçambique incluíam quatro mortes, cinco feridos e 306 deslocados que foram acolhidos em seis centros de acolhimento.

O balanço das autoridades revela que 2.734 pessoas foram afetadas e 1.468 casas foram danificadas ou destruídas pela passagem da tempestade. O temporal levou o governo a ativar medidas preventivas, posicionando 254 toneladas de alimentos.

Impacto do temporal

Medidas para mitigar os efeitos do desastre destacam o desembolso de US$ 4,5 milhões do Fundo das Nações Unidas de Resposta de Emergência, Cerf.

Antes da passagem do ciclone, também foram atribuídos recursos do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e da Cruz Vermelha de Moçambique, para mitigar o impacto do temporal.

O ciclone Gezani passou pelo território moçambicano três semanas depois de cheias que mataram 27 pessoas e fizeram dezenas de milhares de afetados no país.

Ações de trabalhadores de ajuda incluíram atuação na comunidade e reforço dos potenciais centros de evacuação, em conjunto com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres, Ingd, para baixar os riscos e manter as pessoas em segurança.

De acordo com a instituição de gestão de emergências, o total de mortos na atual época das chuvas subiu para 215, com registo de mais de 856 mil afetadas em Moçambique, desde outubro.

Distribuído pelo Grupo APO para UN News.