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Fonte: Ember |

5 países africanos ainda têm centrais de carvão planeadas, apesar do impulso global para "No New Coal" (Combate à Construção de Novas Centrais a Carvão)

Cinco nações africanas estão entre um grupo minoritário de apenas 21 países que têm em fase de planeamento mais do que uma nova central elétrica a carvão

O relatório identifica quarenta economias que poderiam comprometer-se imediatamente com a não construção de novos projetos de carvão

LONDRES, Reino Unido, 13 de outubro 2021/APO Group/ --

Uma nova análise (https://bit.ly/3aMYKeF) mostra que a cadeia de atividades global para novos projetos de energia a carvão está a encolher rapidamente à medida que o ímpeto aumenta no sentido de deixarem de existir novas centrais a carvão para lá de 2021. Cinco nações africanas – Botswana, Malawi, Moçambique, África do Sul e Zimbabué – estão entre um grupo minoritário de apenas 21 países que têm em fase de planeamento mais do que uma nova central elétrica a carvão.

Os cinco países africanos têm todos projetos que procuram financiamento por parte da China, que agora enfrentam um futuro incerto na sequência do recente anúncio da China de que colocará um ponto final no apoio a projetos de carvão no estrangeiro.

As nações africanas estão bem posicionadas para se comprometerem com o plano "No New Coal": existem apenas quatro centrais elétricas a carvão em construção no continente, na África do Sul e no Zimbabué, e apenas três centrais se tornaram operacionais desde 2015.

O "No New Coal Handbook" (https://bit.ly/3lAGsU1) publicado pelos grupos de reflexão Ember, E3G e Global Energy Monitor, fornece o estado de todos os países produtores de carvão do mundo que ainda não confirmaram que não construirão mais centrais elétricas alimentadas a carvão. A Agência Internacional de Energia declarou que nenhuma nova central de carvão deveria ser aprovada para além de 2021 para limitar o aquecimento global a 1,5 °C.

O relatório identifica quarenta economias que poderiam comprometer-se imediatamente com a não construção de novos projetos de carvão. Trinta e seis destes não têm projetos previstos ou em construção, incluindo a República Democrática do Congo, o Gana, a Guiné, as Maurícias, a Namíbia, a Nigéria, o Sudão e a Zâmbia.

Outras 16 economias têm apenas uma central de carvão proposta e poderiam comprometer-se prontamente com a não construção de novos projetos de carvão, incluindo o Djibuti, o Essuatíni, a Costa do Marfim, o Quénia, Madagáscar, Marrocos, o Níger e a Tanzânia.

O relatório chega na altura em que sete governos, incluindo o Sri Lanka, o Chile e a Alemanha, anunciaram (https://bit.ly/3FKlauW) um "No New Coal Power Compact" na AGNU a 24 de setembro, convidando mais países a juntarem-se ao compromisso antes da cimeira climática da COP26 em novembro.

Um relatório recente (https://bit.ly/3oYPBrl) da E3G, Ember e GEM mostrou como a cadeia de atividades relacionada com as centrais elétricas a carvão propostas diminuiu 76% desde o Acordo de Paris em 2015. Desde 2015, 44 governos já se comprometeram formalmente a não construir novas centrais elétricas a carvão, incluindo Angola, a Etiópia e o Senegal.

O Secretário-Geral das Nações Unidas Guterres apelou para que "deixem de existir novas centrais a carvão até 2021", enquanto que o Presidente Designado da COP, Alok Sharma, apelou para que a COP26 "deixasse o carvão para trás", em novembro de 2021.

Com o recente anúncio por parte da China de que deixará de construir projetos de energia a carvão no estrangeiro, na sequência de compromissos semelhantes assumidos no início deste ano pelo Japão e pela Coreia do Sul, o cancelamento da cadeia de atividades global relacionadas com projetos de carvão em pré-construção irá, sem dúvida, acelerar. Vinte e quatro países pretendiam receber apoio da China para novas centrais de carvão e este anúncio abre a porta ao cancelamento destes projetos, dando prioridade à energia limpa.

Distribuído pela APO Group em nome de Ember.

No New Coal Handbook (https://bit.ly/3aMYKeF)

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