Fonte: Governo de Cabo Verde |

Governo vai investir 342 mil contos na primeira fase do Plano Estratégico de formação médica especializada em Cabo Verde

O Bastonário da Ordem do Médico Cabo-verdianos, Francisco Amado, referiu que não existe sistema de saúde forte, sem médicos valorizados respeitados e devidamente enquadrados

PRAIA, Cabo Verde, 19 de janeiro 2026/APO Group/ --

Uma garantia deixada pelo Ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, durante a sessão solene evocativa do Dia do Médico Cabo-verdiano, ocorrida neste sábado dia 17 de janeiro, na cidade da Praia.

Perante a vasta assembleia dos médicos, do sistema público e privado, reformados e em ativos, o Ministro Jorge Figueiredo afirmou que o Plano Estratégico de Formação Médica Graduada e Especializada (2026–2045) aprovado em finais de dezembro, afirma-se como um instrumento estruturante de política pública, orientado não apenas para o aumento do número de médicos e especialistas, mas sobretudo para a formação de um perfil de médico comprometido com as necessidades reais da população.

Segundo o titular da pasta da saúde, trata-se de um plano que responde à transição demográfica e epidemiológica, aposta na Medicina Geral e Familiar como base do sistema e desenvolve, de forma faseada, as especialidades críticas, promovendo autonomia formativa, continuidade assistencial e equidade territorial.

Representa um enorme investimento público estimado em cerca de 342 mil contos na primeira fase (2026–2030), 343,2 mil contos na segunda fase (2031–2035) e custos progressivos controlados na fase final até 2045, com um retorno económico altamente favorável: por cada escudo investido, estima-se uma poupança de 2,8 escudos, resultante da redução da dependência de médicos cooperantes e da diminuição estrutural das evacuações médicas.

“Mais do que números, este Plano projeta um médico capaz de conjugar ciência, proximidade, responsabilidade ética e compromisso com o Serviço Nacional de Saúde, assegurando sustentabilidade, qualidade e confiança no sistema nas próximas décadas.” Afirmou.

Na mesmo ótica, Jorge Figueiredo observou que o Governo tem investido fortemente na valorização da classe médica e apontou a aprovação e publicação do Plano de Carreiras, Funções e Remunerações dos Médicos (PCFR) como marco histórico no reconhecimento do papel do médico no sistema nacional de saúde.

O Bastonário da Ordem do Médico Cabo-verdianos, Francisco Amado, referiu que não existe sistema de saúde forte, sem médicos valorizados respeitados e devidamente enquadrados, pois a qualidade dos cuidados prestados à população depende diretamente da formação continua dos médicos, das condições de trabalho, da sua autonomia técnica e dos seu bem-estar mental e emocional.

Disse ainda que ser médico em Cabo Verde é um desafio, pois o exercício da profissão exige uma extraordinária capacidade de adaptação e resiliência face as limitações dos recursos pelo que a valorização dos médicos não é uma revindicação corporativa por si só, mais uma condição estrutural para assegurar a qualidade e a sustentabilidade do SNS.

A intervenção de evocativa esteve a cargo do Médico, Manuel Faustino.

O Dia Nacional do Médico foi criado a 24 anos, com o objetivo é prestigiar e dignificar a classe médica, incentivar a criação de condições visando a motivação, satisfação e a melhoria do desempenho dos médicos e assegurar o reconhecimento social da importância e da necessidade do exercício da profissão médica.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Cabo Verde.