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    • Em Joanesburgo, na África do Sul, homens desinfetam mãos como medida de combate à Covid-19 (Unicef/Michele Spatari/AFP-Services)
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Fonte: UN News |

COVID-19 e África: seis meses depois, concentração está na resposta

Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau lideram países africanos de língua portuguesa no número de casos confirmados

Para a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, o desafio da agência é limitar a pandemia reforçando a resposta em nível da comunidade

MAPUTO, Moçambique, 15 de agosto 2020/APO Group/ --

OMS doou mais de 2,1 milhões de kits de testes; agência capacitou mais de 100 mil profissionais de saúde; Cabo Verde, Moçambique e Guiné-Bissau lideram países africanos de língua portuguesa no número de casos confirmados.*

Neste 14 de Agosto, o continente africano completa seis meses após a confirmação do primeiro caso da COVID-19. Para a Organização Mundial da Saúde, OMS, o período marca avanços com uma pontuação de 78% no contexto de cuidado de pacientes.

A análise preliminar da agência indica que a evolução da pandemia em África foi diferente em relação a outras regiões do mundo que tiveram o pico entre duas a três semanas depois da ocorrência do primeiro caso.

Casos confirmados

Com mais de 1 milhão de casos confirmados em toda a região africana, 10 países respondem por 89% de todas as notificações. A África do Sul lidera a lista com mais de metade do total. A seguir estão Nigéria, Gana, Argélia, Quênia, Etiópia, Camarões, Cote d’Ivoire conhecida por Costa do Marfim, Madagascar e Senegal. 

Cabo Verde é o país africano de língua portuguesa com o maior número de casos com pelo menos 2.920. A seguir estão Moçambique com mais de 2.481 depois de ter registrado um aumento de 22% num dia. A Guiné-Bissau, com um total de 2.052 notificações, é destacada pela OMS pela infecção de pelo menos 268 trabalhadores da saúde.

Em quarto lugar está Angola com 1735 notificações, após ter aumentado 29% num dia. Por último, São Tomé e Príncipe soma pelo menos 881 casos confirmados da COVID-19.

Comunidade

Para a diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, o desafio da agência é limitar a pandemia reforçando a resposta em nível da comunidade. A representante defende uma resposta integrada da pandemia, dentro da estrutura de cada região.

A base da avaliação foram relatórios de 16 países da África Subsaariana que apontam evolução na capacidade de responder à COVID-19. 

No início da pandemia, a pontuação global africana era de 62% em relação ao contexto de cuidados. A pontuação para a coordenação era de 38%, da prevenção e controle de infecções de 46% e do atendimento clínico de 47%.

Acesso 

Apesar do progresso, Moeti apela aos governos à intensificarem as medidas de prontidão e resposta. Ela alerta que o afrouxamento das restrições ao movimento coloca riscos de expansão do vírus para áreas de difícil acesso.

Na atuação com parceiros, a agência oferece apoio técnico, capacitação e suprimentos médicos essenciais. A OMS já forneceu mais de 2,1 milhões de kits de testes da COVID-19 e capacitou cerca de 100 mil profissionais de saúde.

*De Maputo para ONU News, Ouri Pota.

Distribuído pela APO Group em nome da UN News.